Eu só queria dizer que me importo. Com todo mundo. Todo o mundo. Dizer que queria poder cuidar, amansar. Queria que soubessem o tanto de amor que tenho, porque tenho. Porque fui moldada em abraços e palavras precisas. Em gestos suaves, frágeis e tão transparentes, que amarro com pequenos nós, em cada cílio, todos os afetos que me são entregues. Derramam-se em mim a cada piscar. Queria que soubessem que se não existir amor nesse mundo, eu faço outro, tantos mundos quantos forem necessários, com o meu amor. Queria que soubessem que tem que ter brilho. É tudo feito para brilhar, você entende? Que soubessem, por último, que as lembranças, todas elas, me infinitam. Razão de tanto coração. E eu preciso muito ir. Tem esses acúmulos transbordando e quando uma só pessoa não dá conta de segurar, é preciso que se espalhe. O problema, tão inocente e clarinho, é que talvez não tenha problema nenhum, apenas - e tão somente, como se isso fosse pouco e descartável - sensibilidade demais.

Meu primeiro carinho, é o sorriso. É também o primeiro carinho que levo.

Leve.

Jaya Magalhães

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