Resenha: Como salvar uma vida - Sara Zarr

Sinopse: Jill MacSweeney só quer que tudo volte ao normal. Mas, desde que seu pai morreu, ela tem se isolado do namorado e das melhores amigas – de todo mundo que quer apoiá-la. E quando sua mãe decide adotar um bebê, parece que, de algum modo, está tentando substituir um membro perdido da família por um novo. Mandy Madison sabe o que é crescer sendo indesejável – foi criada por uma mãe que nunca pretendeu ter uma filha. Então, quando Mandy fica grávida, a única coisa de que ela tem certeza é que quer uma vida melhor para seu bebê. É difícil saber o que quer para si mesma. Será que ela vai encontrar alguém que se importe com ela? À medida que seus mundos se transformam, Jill e Mandy devem aprender a se desapegar e a se apegar, e que nada é tão fácil – ou tão difícil – quanto parece. Aclamada pela crítica, Sara Zarr mostra uma história tocante, contada a partir de duas perspectivas, sobre os muitos caminhos que podem nos conduzir a um lar.

A morte de uma pessoa querida muda para sempre a vida daqueles que ficam. Em alguns casos, até mesmo a de pessoas que sequer conheceram. É assim que começa a história contada por Sara Zaar em Como salvar um vida.

O Sr. Mac era um herói para sua filha única, Jill. Quando jovem, viajou pelo mundo e viveu muitas aventuras. Era do tipo que amava livros e boa música. Eles se amavam, se entendiam, se completavam. Com a morte repentina do pai, Jill perde o rumo e muito do que era. Antes sorridente, começa a ter uma feição mais dura, e os cabelos claros passam a ficar escondidos sob uma tinta escura. Sem querer, ou melhor, sem saber lidar com seu luto, afasta-se das amigas e do namorado, Dylan.

Para Robin, a perda do marido significou ter que encarar o imprevisível da vida, aceitar que quase nada está sob nosso controle e assistir a tantos planos para o futuro se desfazerem em um segundo. Dez meses após a morte de Mac, ela percebe que apesar da dor ainda há muito amor em seu coração e que alguns planos ainda podem ser postos em prática... Adotar um bebê, por exemplo.

Mandy é uma adolescente de 18 anos que nunca conheceu o pai. Mora com a mãe e o atual namorado desta. A relação das duas nunca foi fácil ou carinhosa, e quando Mandy descobre que está grávida as coisas só pioram.

O destino das três mulheres se cruza quando Robin escreve um anúncio em um site de adoção e Mandy responde. Pretendendo dar ao seu bebê uma vida que ela mesma não teve, a menina opta por uma adoção aberta. As duas passam a se corresponder, até que Mandy se mude para a casa de Robin para esperar o nascimento da criança.

A chegada de Mandy não é bem aceita por Jill, que acha a história toda absurda. A mãe não está muito velha para adotar um bebê? Será que Mandy está atrás apenas de dinheiro? Não é arriscado não ter um documento formalizando a situação? Com todas essas perguntas na cabeça, Jill empenha-se em tratar Mandy da pior forma possível. A adolescente grávida, por sua vez, se pergunta cada vez mais se fez a escolha certa e se conseguirá levá-la adiante.

E assim a trama se desenrola. Narrado em primeira pessoa, o livro intercala a visão de Mandy e a de Jill. Apesar de Robin ser a pessoa que vai adotar o bebê, só conhecemos o que ela pensa através do que as meninas contam. Os capítulos não são longos e a leitura flui bem. Apenas em alguns momentos senti que a autora enrola um pouco, algumas páginas são mais paradas, sem tantos acontecimentos importantes. Mas na vida algumas situações se desenrolam aos poucos mesmo, e isso não prejudica a leitura.

Os personagens são bem reais, cheios de qualidades e defeitos. Jill pode irritar no início com sua agressividade e necessidade de ferir, assim como parecer mal agradecida por não receber bem o apoio do namorado e das amigas e evitar ao máximo falar sobre seu pai. Mas, talvez por já ter passado por isso, não tive nenhuma dificuldade de me identificar com ela. Já Mandy é um mistério... Deslumbrada com a vida nova, inocente demais para a idade... Só entendemos seu jeito e suas atitudes conforme conhecemos sua história. 

A trama criada por Sara não é imprevisível ou livre de clichês. O texto é linear na maior parte do tempo, sem grandes revelações, mas alguns acontecimentos ainda são capazes de surpreender o leitor e dar uma movimentada na trama. O ponto principal aqui são as emoções, e emocionar é uma coisa que a autora consegue muito bem. E o melhor: de forma natural, pelo próprio desenrolar das situações, e não com a intenção explícita de fazer isso.

A morte de uma pessoa querida muda para sempre a vida daqueles que ficam. Mas o que torna essa mudança permanente é o amor. Aquele que nos dispomos a dar e aquele que aceitamos receber.

3 comentários:

  1. Oi, Carlinha
    Eu não conhecia esse livro, nunca tinha ouvido falar. Mas achei sua resenha a coisa mais linda!!! Eu tbm entenderia a Jill sem dificuldade nenhuma. Com certeza vou procurar para ler.
    Bjks

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  2. Só a sua resenha já me deixou bastante empolgada para ler esse livro, parece ser uma daquelas histórias que nos dá uma lição de vida. Fiquei realmente curiosa para ler.

    http://lenabattisti.blogspot.com.br/

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  3. Oi...
    Não conhecia esse livro, mas, ao ler sua resenha ele foi parar no topo dos meus desejados rsrs...
    A premissa é bem interessante e com certeza vou ler!
    Beijos

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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