Resenha: O clube do livro do fim da vida - Will Schwalbe

Sinopse: O que você está lendo?”. Esta é a pergunta que Will Schwalbe faz para a mãe, Mary Anne, na sala de espera do instituto do câncer Memorial Sloan-Kettering. Em 2007, ela retornou de uma viagem de ajuda humanitária ao Paquistão e ao Afeganistão doente. Meses depois, foi diagnosticada com um tipo avançado de câncer no pâncreas. Toda semana, durante dois anos, Will acompanha a mãe às sessões de quimioterapia. Nesses encontros, conversam um pouco sobre tudo, de coisas triviais como o café da máquina ao que, para eles, realmente importa: a vida e os livros que estão lendo. A lista vai do clássico ao popular, da poesia ao mistério, do fantástico ao espiritual. Eles compartilham suas esperanças e preocupações através dos livros prediletos. As conversas tornam-se um momento de profunda confiança e intimidade. Mãe e filho se redescobrem, falam de fé e coragem, de família e gratidão, além de serem constantemente lembrados do poder que os livros têm de nos reconfortar, surpreender, ensinar e dizer o que precisamos fazer com nossas vidas e com o mundo.

Sempre gostei de livros que falam sobre livros e também de histórias sobre temas tristes. Por essas razões, O clube do livro do fim da vida entrou para a minha lista de desejados na primeira vez que vi a capa e li a sinopse. Nele, conheci Mary Anne, uma mulher incrível! Aos 73 anos ela descobre um câncer já avançado no pâncreas, sem possibilidade de tratamento curativo. A partir daí, precisa encaixar em sua rotina muitas visitas ao hospital e várias sessões de quimioterapia.

Apesar do momento delicado que vive, Mary Anne tenta ao máximo seguir sua vida normalmente. No passado, viajou para lugares para os quais poucas pessoas iriam, fazendo trabalhos humanitários. Preocupa-se com a situação dos refugiados, da população dos países em guerra e já ajudou muitos jovens a terem a oportunidade de estudar nos Estados Unidos. Quando recebe a notícia de sua doença, engaja-se ainda mais na fundação de uma biblioteca nômade no Afeganistão. Eu disse que ela era incrível, não disse?

Quem conta essa e outras histórias de Mary Anne é um de seus filhos, Will. Os dois sempre tiveram uma relação próxima e dividem o amor pelos livros. Quando ele passa a acompanhá-la nas idas ao hospital, nasce, sem querer, um clube do livro de apenas dois participantes. Durante dois anos, a sala de espera torna-se o espaço no qual os dois escolhem as obras que serão lidas, trocam livros entre si e conversam a respeito de cada leitura concluída.

Sofrer de uma doença dita terminal não é fácil. Mas se por um lado coloca a pessoa diante de sua finitude, também permite que despedidas sejam feitas. O clube do livro de Will e Mary Anne permitiu uma aproximação ainda maior entre os dois. Cada livro rendia conversas a respeito dos mais diferentes assuntos, despertava lembranças, reflexões e também permitia que fizessem ligações com o momento pelo qual estavam passando e que falassem sobre isso. 

Foi lindo acompanhar a cumplicidade dos dois, o carinho de Will com a mãe e a preocupação e o cuidado dela com todos, mesmo num momento de tanta fragilidade. Apesar do tema triste, a maneira tranquila com que Mary Anne encarou a proximidade cada vez maior de sua morte e a escrita de Will fizeram com que a leitura fosse leve. Ela fazia questão de lembrar a todos que estava morrendo, sim, mas que ainda estava viva. E é isto que temos ao longo das páginas: vida.

Durante o tempo que levei para finalizar a leitura fui uma terceira integrante desse clube do livro tão especial. Experiência encantadora e da qual certamente sempre me lembrarei com muito carinho.

“Estamos todos no clube do livro do fim da nossa vida, quer admitamos isso, quer não; cada livro que lemos pode muito bem ser o último, cada conversa pode ser a derradeira".


5 comentários:

  1. Oi, Carlinha!
    Também curto essa pegada mais puxada para o drama, sabe? Parece ser uma estória muito bonita e emocionante. Realmente ter a oportunidade de se despedir daqueles que amamos é algo muito especial! E o Will e a mãe fizeram isso de um jeito lindo.

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  2. Olha Carla...eu me acho uma pessoa fácil de impressionar..tenho "medo" de histórias tristes, pois elas costumam me traumatizar. Mas já vi muitas mesmo sabendo do risco...eu sou uma pessoa muito sensível por esse lado, e minhas energias vão se misturando com a história (seja livro, filme ou vida real) e sofro junto...de verdade.

    Parece uma história MUITO boa, e compensadora da forma como você se posicionou. Vou anotar aqui e adicionar à minha listinha!

    :*

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  3. Oi, Carla!
    Esse livro é do tipo que temos de ler com várias caixas de lenços do lado.
    Não conhecia a obra, mas anotei aqui a dica.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe do sorteio do livro Marianas | Participe do sorteio Mês das Mulheres em Dobro
    Porcelana - Financiamento Coletivo

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  4. Oi Carla, te marquei pra responder uma tag. Dá uma olhada: http://jardimdoslivrosdahelo.blogspot.com.br/2016/03/tag-7-coisas.html
    Se já tiver respondido, tudo bem. Bjs!

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  5. Oie...
    Também adoro livros que falam sobre livros e esse já entrou para os meus desejados, pois, parece ser um livro muito bom e com mensagem linda.
    Beijos

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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