30 de novembro de 2016

Falando de... Londres


Rio de Janeiro e Paris já foram tema da coluna "Falando de...", hoje é a vez de Londres. Com seus ônibus de dois andares, suas cabines telefônicas vermelhas e seu enorme relógio, é uma das cidades mais charmosas da Europa.

A quantidade de livros ambientada na cidade é enorme! Residência de alguns personagens ou local de passeio de outros, Londres está presente nas páginas dos nove livros selecionados para a lista de hoje.



Charlotte Street - Tudo começa com uma garota... (porque sim, sempre há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason — ex-professor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como algumas situações se desenrolam...

Harry Potter - Conheça Harry, filho de Tiago e Lílian Potter, feiticeiros que foram assassinados por um poderosíssimo bruxo, quando ele ainda era um bebê. Com isso, o menino acaba sendo levado para a casa dos tios que nada tinham a ver com o sobrenatural pelo contrário. Até os 10 anos, Harry foi uma espécie de gata borralheira: maltratado pelos tios, herdava roupas velhas do primo gorducho, tinha óculos remendados e era tratado como um estorvo. No dia de seu aniversário de 11 anos, entretanto, ele parece deslizar por um buraco sem fundo, como o de Alice no país das maravilhas, que o conduz a um mundo mágico. Descobre sua verdadeira história e seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o homem que assassinou seus pais, o terrível Lorde das Trevas. 

O Duque e eu (Os Bridgertons # 1) - Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.



O diário de Bridget Jones - Inteligente, sarcástico, hilário, atual. Estas são as características que fizeram de O diário de Bridget Jones um grande sucesso de vendas. Escrito na forma de diário, o romance relata um ano na vida de Bridget Jones, uma solteira de trinta e poucos anos, que luta com todas as forças para emagrecer, encontrar um namorado, parar de beber e largar o cigarro. Uma história aparentemente comum, mas narrada em estilo impecável e com extrema sensibilidade pela jornalista britânica Helen Fielding. Bridget trabalha em uma editora, mora sozinha, é apaixonada por seu chefe e cultiva o hábito de conversar com amigas que, em torno de uma mesa de bar, sempre têm soluções teóricas para todos os problemas. É impossível ler este diário e não se identificar com a protagonista. O mundo está mesmo repleto de Bridgets.

Os delírios de consumo de Becky Bloom (Becky Bloom # 1) - Os delírios de consumo de Becky Bloom é o primeiro romance da inglesa Sophie Kinsella. É a história de uma jornalista financeira que durante o dia, ensina às pessoas como administrar seu dinheiro e no fim-de-semana, transforma-se em uma consumidora compulsiva, fugindo do gerente do seu banco e com muitas dívidas. Rebecca Bloom não resiste uma liquidação! Quanto mais inútil, melhor! Para ela, o mundo todo enxerga os detalhes da alça de seu sutiã, combinando com as cores de seus sapatos. Mas seu salário nunca é suficiente para pagar suas extravagâncias. Endividada até a alma, Rebecca, ou Becky, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito.

A probabilidade estatística do amor à primeira vista - Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.



Belgravia - Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington. Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala. No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square.

A última carta de amor - Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento.

O que eu quero pra mim - Alice é independente, bem-sucedida profissionalmente e muito ambiciosa. Além do sucesso no trabalho, tem um namorado que é o sonho de qualquer mulher: lindo, apaixonado, louco para se casar e ter filhos. Mas ela não é qualquer mulher, e acha que a carreira vem antes de tudo. Então, quando Casseano a coloca contra a parede e exige mais espaço em sua vida, os dois entram em um impasse e acabam se separando. Em poucos dias, Alice sente que o fim do relacionamento está sendo mais duro do que esperava. Para piorar, o trabalho entra em crise e sua sócia, preocupada com a saúde da amiga, a obriga a se afastar por um tempo. As férias a ajudarão a arejar a cabeça e voltar mais produtiva. Com tudo dando errado ao mesmo tempo, Alice aceita a sugestão e compra uma passagem para Londres. Chegando lá, mergulha numa profunda jornada de autodescobrimento e percebe o que realmente importa para ela.O que eu quero pra mim é um romance inspirador, que fala sobre a importância de conhecer a si mesmo e descobrir as próprias necessidades antes de trilhar de forma plena o caminho do amor.


*Sinopses retiradas do Skoob.

28 de novembro de 2016

Resenha: Nuvens de ketchup - Annabel Pitcher

Sinopse: indicado ao prêmio Edgar Allan Poe na categoria juvenil, Nuvens de ketchup é o segundo romance da inglesa Annabel Pitcher, autora do também premiado Minha irmã mora numa prateleira. A trama gira em torno da jovem Zoe, que narra, por meio de cartas enviadas a um prisioneiro condenado à morte, seu dia a dia com a família, seus envolvimentos românticos e um segredo sombrio que ela não tem coragem de contar a mais ninguém. As inúmeras dimensões dramáticas da jovem protagonista e a narrativa cativante mostram o desabrochar da juventude e percorrem temas como amor, culpa, luto, erros e acertos de forma sensível e bem-humorada.

Zoe não era seu nome verdadeiro, assim como Avenida da Ficção não era seu endereço, mas é protegida por essa falsa identidade que uma menina da Inglaterra começa a escrever cartas para um prisioneiro condenado à morte no Texas. Meses antes da primeira carta, algo terrível aconteceu e a culpa passou a fazer parte de seus dias. Sufocada, Zoe precisa contar seu sombrio segredo para alguém. Foi assim que ela escolheu o Sr. Stuart Harris em um site sobre o Corredor da Morte, entre tantos outros presos que desejavam trocar correspondência, como uma espécie de confessor. Afinal, quem melhor para entendê-la do que alguém que cometeu um crime que ela acha comparável com o que fez? 

Nas cartas, Zoe narra os fatos que desencadearam o fatídico 1º de maio e os demais acontecimentos de sua vida no último ano. Ela mora com os pais e tem duas irmãs mais novas, Sophie e Dot. Esta última é deficiente auditiva e recebe toda a atenção da mãe, que, mesmo não sendo tão presente na vida das duas filhas mais velhas, é extremamente controladora. Para contornar o controle materno e fazer as coisas que tem vontade, a adolescente passa a usar algumas artimanhas, que logo evoluem para mentiras. As coisas complicam quando ela se vê em um triângulo amoroso e esconde dos envolvidos esse importante detalhe. As consequências foram devastadoras.

Apesar da premissa interessante, achei que a história não foi tão bem explorada quanto poderia ser. As cartas, por exemplo, foram um recurso subutilizado e só podem ser classificadas como tal por conterem alguns elementos comuns nesse tipo de texto, como vocativo, despedida e assinatura. No mais, de nada diferem de uma narrativa em primeira pessoa. 

Também não há um envolvimento entre Zoe e Stuart. Tomamos conhecimento do crime cometido pelo prisioneiro e de alguns detalhes sobre sua vida porque Zoe leu a respeito do caso e comenta vez ou outra nas cartas. Percebemos que a menina aos poucos se sente mais próxima dele, pois o vocativo vai de um formal "Sr. Harris" nas primeiras cartas para "Stuart" nas seguintes e, já nas últimas, para apenas "Stu". E só. Acredito que uma troca de cartas entre os dois tornaria a trama muito mais rica, mas só me dei conta de que isso jamais aconteceria quando lembrei que o endereço usado por ela era falso. Pena.

Zoe foi uma protagonista que me deixou dividida. Vários elementos da história dão a entender que ela tem entre 15 e 17 anos, mas muitas vezes ela soa como tendo bem menos. Algumas falas e atitudes são bastante e imaturas para alguém nessa faixa etária, o que me incomodou. Por outro lado, o peso da culpa que carrega conseguiu me tocar um pouco. 

Annabel Pitcher, apesar de tudo, me manteve presa do início ao fim. É que logo nas primeiras páginas sabemos o que aconteceu, o suspense todo fica por conta do como e com quem. Respostas que só são dadas na parte final. A curiosidade aliada à escrita fluida tornam a leitura rápida.

Nuvens de ketchup está longe de ser um livro ruim, apenas aborda superficialmente temas que poderiam ser mais desenvolvidos e que fariam com que ele se tornasse mais do que um triângulo amoroso adolescente que não terminou bem. É isso que a sinopse dá a entender, mas talvez não fosse mesmo a intenção da autora. 

24 de novembro de 2016

Gilmore Girls Book Tag


Olá, pessoal!
Quando acompanhar séries pela internet ainda era algo incomum, Gilmore Girls reinava absoluta no meu coração. Foi a primeira que acompanhei do começo ao fim, aguardando ansiosa o início de cada nova temporada. Depois de anos do fim da série, minhas queridas garotas estão de volta amanhã na Netflix. Para entrar no clima do revival, hoje vou responder a uma tag que vi no blog Queria estar lendo. As perguntas são inspiradas nos personagens da série.


Lorelai - Um personagem com um senso de humor sarcástico ou perspicaz;
Augustus Waters


Fico em dúvida em relação a quanto do sarcasmo de Gus faz parte da personalidade dele e quanto é apenas uma defesa frente ao que está vivendo, mas ainda assim ele é a minha escolha.

Rory - Seu clássico preferido;
Dom Casmurro 


Eu tento variar, mas não dá. Dom Casmurro é meu clássico preferido e o responsável por eu ter me apaixonado pela escrita de Machado de Assis.

Luke - Um livro que você ama secretamente, mas tem medo de admitir;
O diário da princesa


Devorei essa série quando era adolescente e até hoje adoro a Mia! Não tenho medo de admitir, mas foi o escolhido porque supostamente já estou velhinha para gostar desse tipo de livro (rá!).

Lane - Um personagem musical;
Elise Dembowski


O livro inteiro é muito musical, como dá para perceber pela capa e pelo título. E quando Elise começa a trabalhar como DJ, o que não falta são ótimas referências de bandas e músicas.

Dean - Seu primeiro amor literário (pode ser um livro ou um personagem);
Depois daquela viagem


Já falei sobre esse livro aqui no blog dezenas de vezes, mas quando se trata de primeiro amor literário não tem outro. Quanto a personagens, nunca fiquei suspirando por nenhum, sou difícil! :P

Sookie - Um livro que você devorou;
Essa luz tão brilhante


Acho que esse foi um dos livros que li mais rápido recentemente, apesar da carga dramática que apresenta em alguns momentos.

Jess- Um livro que você ama e que recebe muito hate;
O mundo de Sofia


Acho que ele nem é um dos mais odiados, mas já vi muita gente dizendo que achou muito chato ou que sequer conseguiu terminar de ler. Eu adoro.

Miss Patty - Um livro que foi arruinado pela hype;
Carta de amor aos mortos


Arruinado é uma palavra muito forte, não chegou a tanto. Mas esse foi um dos livros cujos comentários a respeito mais me fizeram criar expectativas altas. Comprei em inglês mesmo, antes de ser lançado aqui, porque tinha lido muitos comentários positivos do pessoal lá de fora, e imaginei algo bem diferente do que encontrei nas páginas do livro.

Emily Gilmore - Um livro caro;
Alice's adventures in Wondweland & other stories


O livro mais caro da minha estante (ainda bem que foi presente!). Também é o maior e um dos mais bonitos. 

Paris - Um personagem tenso;
Will Gaynor


No início de Como eu era antes de você Will está mais para mau-humorado do que tenso, mas está valendo. Né?!

Richard Gilmore - A morte de um personagem que você nunca vai superar;
Não vou citar nomes por motivos de: spoiler!


Logan - Um personagem que teve o maior crescimento;
Lucille


Lucille precisou cuidar da casa, das contas, de si mesma e de sua irmã pequena quando o pai foi internado em uma clínica psiquiátrica e a mãe sumiu sem dar notícias. Isso tudo fez com que a adolescente de 17 anos crescesse muito ao longo da trama.

Babette e Morey - Um casal que você não consegue ver não estando juntos.
Eleanor e Park


Porque eles são fofos demais juntos para ficarem separados!